Escurecimento não enzimático nos alimentos.




Escurecimento não enzimático nos alimentos.


Seguindo o conceito oposto aplicado ao escurecimento enzimático, o escurecimento não enzimático é conceituado através de reações que envolvem açucares ou compostos relacionados com os açucares, resultando em uma descoloração provocada por carbonilas que formaram pigmentos denominados de melanoidinas.



Portanto, as reações de escurecimento não enzimático em alimentos, acorrem através do aquecimento e armazenamento em que são submetidas, podendo ser dividas em três mecanismos como por exemplo o de Maillard, oxidação de vitamina C e por caramelização.



As melonaoidinas formadas após o escurecimento não enzimático, provocam perdas significativas na aparência dos alimentos, sabor e aroma, além de alguns tipos de aminoácidos como a lisina, arginina, histidina e triptofano.


Reação de Maillard

A reação de Maillard envolve no processo de escurecimento não enzimático aldeídos e grupos de aminoácidos, provocando o aparecimento de pigmentos escuros nos alimentos.

A reação se torna mais rápida se influenciada por alguns fatores como temperatura elevada, pH alcalino entre 9 a 10, teor de umidade alto e a presença de determinados  tipos de aminas (a lisina é a amina mais reativa para o processo) e açucares (pentoses são mais redutoras). Para inibir a reação, pode ser empregado o uso de dióxido de enxofre.



Reação de caramelização

É a reação mais comum envolvendo o açúcar (sacarose), por ser muito utilizada no preparo de caldas para pudins.  Ao ser aquecida, a sacarose torna-se amarela e depois marrom claro, perdendo água e se transformando em anidridos de glicose e anidridos de frutose ou glicosonas e levulosanas. 


Os anidridos formados na reação se combinam com a água e produzem ácidos derivados que hidrolisam a sacarose e produzem glicose e frutose. Chegando ao termino das reações, há uma predominância de ácidos acético e o fórmico, de aldeídos, carbonilas e de grupos enólicos.


Estes compostos são responsáveis pelo aroma e pela cor do caramelo, que também formaram a melanoidina. Porém, a reação se deve manter no máximo a temperatura de 200°C,  se o aquecimento continuar, haverá a carbonização ou queima.


Oxidação de ácido ascórbico ( vit. C)


Este tipo de reação ocorre  em alimentos que sejam compostos por ácido ascórbico e devem ser suficientemente ácidos, na faixa de pH 2,0 a 3,5. Após serem submetidos a oxidação, o ácido ascórbico é transformado a dehidroascórbico e recebe 2 H+ no meio ácido passando a 2 ceto, 3 ceto, hexurônico com dois grupamentos carbonilas para reagir, chegando ao final da reação como furfural.





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Tipos de pigmentos (corantes) naturais presentes em alimentos.




Tipos de pigmentos (corantes) naturais presentes em alimentos.



A cor dos alimentos provavelmente seja um dos fatores que mais influenciam o consumidor ao escolher um determinado produto. 


Os responsáveis pela coloração dos alimentos, são moléculas complexas e conhecidas como pigmentos ou corantes naturais.


Entretanto, os corantes naturais, por mais benéficos a saúde que pareçam, requerem conhecimento químico de suas moléculas para serem adaptados as condições de uso em processos.


Os principais tipos de pigmentos naturais podem ser agrupados em 6 tipos de estruturas, entre elas as Porfirinas, Betalaínas, Flavonóides, Carotenóides, Taninos e Quinonas.


As porfirinas são moléculas orgânicas compostos por uma estrutura básica cíclica formada por 4 anéis pirrólicos, unidos por um grupo metino, que possui no seu centro um espaço apropriado para acomodar um íon metálico.



Aos nitrogênios dos anéis pirrólicos podem estar ligados íons de Mg ou Fe. As porfirinas são pigmentos de cor púrpura e de origem natural. Porém, também podem ser encoradas porfirinas de origem natural.


É interessante salientar, que ao ser adicionado um íon de Mg a estrutura da porfirina, obtemos a clorofila, de cor predominantemente verde, característica dos vegetais.



A clorofila possui a propriedade de captar energia luminosa e realizar a transferência da mesma para moléculas vizinhas sob a forma de energia química.



Contudo, pode ser facilmente realizada a eliminação de íon Mg presente na clorofila aplicando ácidos fracos a molécula, o que resulta na feofitina de coloração verde oliva. Curioso comentar, que um outro tipo de clorofila, existente em bactérias fotossintéticas, é denominado como bacterioclorofila.


As Betalaínas são alcaloides coloridos, atóxicos e solúveis em água que podem compreender dois tipos de pigmentos:  betacianinas (vermelhas) e betaxantinas (amarela).

As duas classes de betalaínas  possuem um sistema conjugado 1,7-diazaeptametínico como cromóforo que se origina de sua biossíntese a partir do ácido betalâmico.

Por mais que as duas possuam estruturas bem parecidas, suas propriedades podem ser bastante diferentes. Naturalmente, cerca de 200 mg de betanina podem ser extraídos de 100 g de suco de beterraba.


Com certeza você já ouviu falar dos famosos flavonoides, presentes em dietas, benefícios alimentares, entre outros. Os flavonoides são encontrados principalmente em frutas, flores e vegetais em geral, assim como no mel e em alimentos processados como chá e vinho.

Eles englobam um grande número de de pigmentos fenólicos e são responsáveis pela coloração azul, amarela e vermelha de numerosas flores, vegetais e frutas.


O grupo responsável pela pigmentação azul e vermelha são as antocianinas, já o grupo responsável pela pigmentação vermelha são as antoxantinas.

Existem pelo menos dois tipos de estruturas encontradas nos taninos, as estruturas condensadas não-hidrolisáveis, e as estruturas hidrolisáveis.


Os Taninos são substâncias naturais que podem ser encontradas em inúmeras plantas e frutas. Quimicamente, os taninos são classificados como polifenóis e são produzidos por um componente celular chamado Tannosome.

Uma de suas características é a capacidade de precipitar proteínas, devido ao seu alto peso molecular e suficientes grupos hidroxila fenólica que permitem a formação de ligações cruzadas estáveis quando aplicadas com proteínas.

Os carotenoides são substâncias químicas tetraterpênicas que caracterizam-se por apresentar moléculas oxidáveis, pela sua pigmentação que vai do amarelo ao vermelho, por serem lipossolúveis e por serem encontrados em vegetais.



Os carotenoides podem ser classificados como a segunda classe de pigmentos mais importante no processo de fotossíntese, estando em sua maior parte já nas plantas.



Eles são os responsáveis pela coloração de frutas como a laranja, o maracujá, além de estarem presentes no tom de pele de alguns animais, como caranguejos, camarão e flamingos que o adquirem através da alimentação.


Estudos recentes concluíram que os carotenoides possuem um papel importante como antioxidantes, atuando na prevenção de doenças, no auxílio contra o câncer e atuando como reguladores do sistema imunológico.


Entre as estruturas quinônicas, o pigmento mais importante é o ácido carmínico de coloração vermelha.

O ácido carmínico é um componente presente no extrato de conchonilhas, um tipo de inseto encontrado sobre cactus. Os insectos produzem o ácido como dissuasor contra os seus predadores.




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A química das proteínas.




A química das proteínas.


A composição química das proteínas apresenta alguns elementos químicos, os quais participam da formação dos aminoácidos e das cadeias peptídicas.


Conhecer a química das proteínas significa saber a composição e as transformações apresentadas por esses importantes compostos bioquímicos encontrados em organismos vivos como os seres humanos.


Em sua composição química, a proteína tem diversos elementos, como carbono, hidrogênio, oxigênio e enxofre, distribuídos em grupos como os do ácido carboxílico.


Formação de uma proteína.

Uma proteína é formada pela interação de dois aminoácidos, por intermédio da ligação entre o nitrogênio do grupo amino (referente a uma amina) de um aminoácido e o carbono da carboxila (referente a um ácido carboxílico) de um outro aminoácido.


A ligação química existente entre esses aminoácidos é denominada de ligação peptídica, a qual sempre tem como principal característica a perda de uma molécula, a partir do hidrogênio de uma carboxila do outro aminoácido.


Desnaturação de uma proteína.

A desnaturação das proteínas é o método em que as suas conformações especiais são alteradas ou destruídas. Ao todo, existem quatro formas estruturais das proteínas: primárias, secundárias, terciárias e quaternárias.


Na estrutura secundária, temos a presença de duas sequências de proteínas primárias que interagem si, no mesmo plano ou formando um cilindro.


A estrutura terciária apresenta a interação entre estruturas secundárias, e a quaternária apresenta diversas cadeias ou sequências monoméricas.


Na desnaturação, as proteínas secundárias, terciárias e quaternárias são transformadas em estruturas primárias.


Importância de uma proteína.

De forma geral, as proteínas têm as seguintes funções para um organismo:

Biológica: por exemplo, no transporte de substâncias como o oxigênio;

Enzimática: as proteínas participam da formação das enzimas;

Estrutural: as proteínas constituem os músculos;

De defesa: as proteínas participam da formação dos anticorpos;

Hormonal: as proteínas formam os hormônios.





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Ácido Ascórbico da Vitamina C - Agente Redutor.




Ácido Ascórbico da Vitamina C - Agente Redutor.


As reações de oxirredução são caracterizadas pela ocorrência de processos de oxidação e de redução simultâneos. A substância que sofre oxidação, perdendo elétrons e aumentando o seu número de oxidação (Nox), é denominada agente redutora.


Já a espécie química que se reduz, ganhando elétrons e diminuindo seu Nox, é o agente oxidante.


Existem muitos agentes redutores e oxidantes comuns em nosso dia a dia. Na medicina e na indústria, um dos agentes redutores mais conhecidos é a vitamina C, cujo nome químico é ácido L-ascórbico ou simplesmente ácido ascórbico.


O ácido ascórbico em solução aquosa possui uma facilidade excepcional para ser oxidado, portanto essa característica faz com que ele seja um ótimo antioxidante. Isso significa que ele protege outras espécies químicas de se oxidarem, em razão do seu próprio sacrifício.


Um exemplo disso se dá quando ele é adicionado em alimentos, principalmente nas frutas. Sabemos que quando cortamos uma fruta, como por exemplo, a maçã, a banana ou a pera, dentro de pouco tempo elas escurecem.


Isso se dá porque compostos fenólicos naturais oxidam na presença de enzimas e do oxigênio presente no ar. Quando esses compostos das frutas oxidam, eles geram as quinonas, que podem sofrer polimerização e formar pigmentos escuros e insolúveis, chamados de melaninas.


Porém, se adicionarmos uma pequena quantidade de suco de laranja ou de limão na fruta cortada, isso evitará que essa reação ocorra. Esse procedimento é eficaz porque o suco contém vitamina C, sendo que na presença de oxigênio e de um catalisador, o ácido ascórbico se oxida, tornando-se o ácido dehidroascórbico.


Esse ácido possui pH abaixo de 4, e um abaixamento do pH do tecido da fruta causa a diminuição da velocidade da reação de escurecimento. Em pH abaixo de 3 não há nenhuma atividade enzimática.


Essa função como agente redutor ou antioxidante da vitamina C é muito importante para a indústria de alimentos, pois se calcula que em torno de 50% da perda de frutas tropicais no mundo ocorre em razão da enzima polifenol oxidase, que causa essa oxidação das frutas.


Assim, para evitar que o alimento sofra alteração, atualmente muitos alimentos industrializados recebem adição de vitamina C.


Essa medida é prática porque também confere ao alimento o valor nutricional da vitamina C, que previne doenças como o escorbuto, além de atuar na acumulação de ferro na medula óssea, baço e fígado; na produção de colágeno, que é uma proteína do tecido conjuntivo; também na manutenção da resistência do organismo a doenças bacterianas e virais; na formação de ossos e dentes; na manutenção dos capilares sanguíneos, entre outras.


Em alimentos gordurosos, a vitamina C não é solúvel, pois, conforme vimos, ela é solúvel em água. Nesses casos, então, ela é substituída pela adição da vitamina E, que também age como antioxidante lipossolúvel (solúvel em gorduras).


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Agente Espessante.




Agente Espessante.

Um agente espessante, agente de espessamento, ou simplesmente espessante, é uma substância a qual pode aumentar a viscosidade de um líquido sem substancialmente alterar suas outras propriedades (em função disso, em algumas publicações, são chamados de “doadores de viscosidade”).

Espessantes comestíveis são comumente usados para espessar molhos, sopas e pudins sem alterar seu sabor; espessantes são também usados em tintas, explosivos e cosméticos.

Espessantes podem também melhorar a suspensão de outros ingredientes ou emulsões as quais aumentam a estabilidade do produto. Os agentes espessante são muitas vezes regulados como aditivos alimentares e como ingredientes de cosméticos e produtos de higiene pessoal.

Alguns agentes espessantes são agentes gelificantes (ou apenas gelificantes) formando um gel, dissolvendo-se na fase líquida sob a forma de uma mistura coloidal que forma uma estrutura interna fracamente coesiva .

Outros agem como aditivos mecânicos tixotrópicos com partículas discretas aderentes ou interligadas para resistir à tensões, portanto, podem ser tratados como modificadores da reologia das misturas e composições a qual são acrescidos.

Agentes espessantes podem também ser usados quando uma condição médica, tal como disfagia, causa dificuldade em engolir. Os líquidos espessados desempenham um papel vital na redução do risco de aspiração pulmonar (engasgo) para pacientes com disfagia.

Espessantes alimentares frequentemente são baseados em qualquer polissacarídeos (amidos, gomas vegetais, e pectina) ou proteínas. Um amido em pó sem sabor utilizado para este fim é uma fécula (do latim faecula, diminutivo de faex, escória).

Esta categoria inclui amidos como araruta, amido de milho, amido katakuri, amido de batata, sagu, amido de tapioca e derivados de amido. As gomas vegetais usadas como espessantes de alimentos incluem ácido algínico, alginina, goma guar, goma de alfarroba e goma xantana.

As proteínas utilizadas como espessantes de alimentos incluem colágeno, clara de ovos, furcellaran (ágar da Dinamarca) e gelatina. Os açúcares incluem ágar e carragenano. Outros agentes espessantes atuam sobre as proteínas já presentes num alimento. Um exemplo é o pirofosfato de sódio, que atua na caseína no leite durante a preparação de pudim instantâneo.

Diferentes espessantes podem ser mais ou menos adequados numa dada aplicação, devido a diferenças de gosto, transparência e as suas respostas às condições químicas e físicas.

Por exemplo, para alimentos ácidos, araruta é uma escolha melhor do que amido de milho, que perde potência de espessamento em misturas ácidas.

A níveis de pH (ácido) abaixo de 4,5, a goma guar tem uma solubilidade aquosa acentuadamente reduzida, reduzindo assim a sua capacidade de espessamento. Se o alimento é para ser congelado, tapioca ou araruta são preferíveis sobre amido de milho, que se torna esponjoso quando congelado.

Muitos outros ingredientes de alimentos são usados como espessantes, geralmente nas fases finais de preparação de alimentos específicos. Estes espessantes tem um sabor e não são marcadamente estáveis, portanto, não são adequados para uso geral. No entanto, eles são muito convenientes e eficazes e, portanto, são amplamente utilizados.

As farinhas funcionais são produzidas a partir de uma variedade específica de cereais (trigo, milho, arroz ou outros) conjugado a um tratamento térmico específico capaz de aumentar a estabilidade, a consistência e as funcionalidades gerais.


Essas farinhas funcionais são resistentes a tensões industriais como pH ácido, esterilização, condições de congelamento e podem ajudar as indústrias de alimentos a formular com ingredientes naturais. Para o consumidor final, estes ingredientes são mais aceites porque são apresentados como "farinha" na lista de ingredientes.

Espessante Alimentares.

Espessantes alimentares frequentemente são baseados em qualquer polissacarídeos (amidos, gomas vegetais, e pectina) ou proteínas. Um amido em pó sem sabor utilizado para este fim é uma fécula (do latim faecula, diminutivo de faex, escória).

Esta categoria inclui amidos como araruta, amido de milho, amido katakuri, amido de batata, sagu, amido de tapioca e derivados de amido. As gomas vegetais usadas como espessantes de alimentos incluem ácido algínico, alginina, goma guar, goma de alfarroba e goma xantana.

As proteínas utilizadas como espessantes de alimentos incluem colágeno, clara de ovos, furcellaran (ágar da Dinamarca) e gelatina.

Os açúcares incluem ágar e carragenano.

Outros agentes espessantes atuam sobre as proteínas já presentes num alimento. Um exemplo é o pirofosfato de sódio, que atua na caseína no leite durante a preparação de pudim instantâneo.

Diferentes espessantes podem ser mais ou menos adequados numa dada aplicação, devido a diferenças de gosto, transparência e as suas respostas às condições químicas e físicas. Por exemplo, para alimentos ácidos, araruta é uma escolha melhor do que amido de milho, que perde potência de espessamento em misturas ácidas.

A níveis de pH (ácido) abaixo de 4,5, a goma guar tem uma solubilidade aquosa acentuadamente reduzida, reduzindo assim a sua capacidade de espessamento. Se o alimento é para ser congelado, tapioca ou araruta são preferíveis sobre amido de milho, que se torna esponjoso quando congelado.

Muitos outros ingredientes de alimentos são usados como espessantes, geralmente nas fases finais de preparação de alimentos específicos. Estes espessantes tem um sabor e não são marcadamente estáveis, portanto, não são adequados para uso geral. No entanto, eles são muito convenientes e eficazes e, portanto, são amplamente utilizados.

As farinhas funcionais são produzidas a partir de uma variedade específica de cereais (trigo, milho, arroz ou outros) conjugado a um tratamento térmico específico capaz de aumentar a estabilidade, a consistência e as funcionalidades gerais.

Essas farinhas funcionais são resistentes a tensões industriais como pH ácido, esterilização, condições de congelamento e podem ajudar as indústrias de alimentos a formular com ingredientes naturais. Para o consumidor final, estes ingredientes são mais aceites porque são apresentados como "farinha" na lista de ingredientes.

A farinha é usada frequentemente para espessamento molhos de carne, gumbos e estufados. Deve ser cozinhado completamente para evitar o sabor da farinha não cozida. Roux, uma mistura de farinha e gordura (geralmente manteiga) cozidas em uma pasta, é usado para molhos e estufados. Grãos de cereais (farinha de aveia, cuscuz, farina, etc.) são usados para engrossar sopas. Iogurte é popular na Europa Oriental e Oriente Médio para espessamento de sopas. As sopas também podem ser espessadas pela adição de legumes ricos ralado antes de cozinhar, embora estes irão adicionar seu próprio sabor.

Puré de tomate também adiciona espessura, bem como sabor. Gemas de ovos são um espessante de molho tradicional na cozinha profissional; tem o sabor rico e oferecem uma textura lisa aveludada mas conseguem o efeito de espessamento desejado somente em uma escala de temperatura estreita.

Sobreaquecimento facilmente arruína-as como um molho, o que pode fazer a gema de ovo difícil de usar como espessante para cozinheiros amadores. Outros espessantes utilizados pelos cozinheiros são nozes (incluindo Ocimum tenuiflorum) ou glacés feitos de carne ou peixe.

Muitos agentes espessantes requerem cuidado extra no cozimento. Alguns amidos perdem a sua qualidade de espessamento quando cozidos durante demasiado tempo ou a uma temperatura demasiado elevada;

Por outro lado, a cozedura de amidos demasiadamente curta ou não suficientemente quente pode levar a um sabor amargo desagradável ou provocar a saída de água do produto acabado após o arrefecimento.

Além disso, maior viscosidade faz com que os alimentos queimem mais facilmente durante o cozimento, inclusive pela redução da distribuição de calor em seu volume pela convecção. Como uma alternativa para adicionar mais espessante, receitas podem exigir a redução do conteúdo de água do alimento por longo cozimento a fogo lento.

Ao cozinhar, é geralmente melhor adicionar o espessante cautelosamente; se excesso de espessante, mais água pode ser adicionada, mas pode resultar em perda de sabor e textura.

Agentes gelificantes são aditivos alimentares usados para espessar e estabilizar vários alimentos, como geleias, sobremesass e doces. Os agentes proporcionam textura aos alimentos através da formação de um gel. Alguns estabilizantes e agentes espessantes são agentes gelificantes..

Na área de produtos de higiene, xampus e sabonetes líquidos que tem adição de dietanolamidas de ácidos graxos, como de coco, que atua como regulador de espuma, podem ter interação com cloreto de sódio ou sulfato de magnésio, que então atuam como espessantes e aumentam a viscosidade do produto, e ainda dependente tal doação de viscosidade do pH.

Agentes gelificantes típicos incluem gomas naturais, amidos, pectinas, ágar-ágar e gelatina. Frequentemente eles são baseados em polissacarídeo ou proteínas.

Exemplos são:

Ácido algínico (E400), alginato de sódio (E401), alginato de potássio (E402), alginato de amônio (E403), alginato de cálcio (E404) - polissacáridos de algas pardas
Ágar (E406, um polissacárido obtido de algas vermelhas)
Carragenina (E407, um polissacárido obtido de Macroalgas vermelhas)
Goma de alfarroba (E410, um goma natural polissacárida das sementes da alfarrobeira)
Pectina (E440, um polissacárido obtido de maçãs ou citrinos)
Gelatina (E441, produzido por hidrólise parcial de colágeno animal]])
As geleias comerciais usadas na culinária da Ásia incluem o glucomanan, usada para fazer "copos de lichia" da planta konjac e gelélia de aiyu do Ficus pumila escalando fig plantas.

O espessamento de alimentos pode ser importante para pessoas enfrentando problemas médicos com mastigação ou deglutição, uma vez que os alimentos com uma consistência mais espessa podem reduzir as chances de sufocação, ou de inalação de líquidos ou partículas de alimentos, o que pode levar à pneumonia de aspiração.
                       
Agentes mecânicos e tixotrópicos.         

Sílica fumada (pirogênica) e produtos similares formam correntes ou fibras microscópicas rígidas que se interligam ou se aglomeram numa massa, mantendo o líquido associado por tensão superficial, mas que pode se separar ou deslizar quando for aplicada força suficiente.

Isso causa a propriedade tixotrópica ou de cisalhamento (também freqüentemente exibido por géis), onde a viscosidade é não newtoniano e torna-se mais baixa à medida que a força de cisalhamento ou o tempo aumenta; sua utilidade é principalmente que o aumento resultante na viscosidade é grande comparada à quantidade de sílica adicionada.

Sílica fumada é geralmente reconhecido como segura como um aditivo alimentar. E é frequentemente usado em cosméticos. Aditivos tais como sílica precipitada, talco finamente particulado ou giz também satisfazem a definição de agente espessante na medida em que aumentam a viscosidade e o corpo sem afectar a propriedade alvo de uma mistura.

Cosméticos. 

Agentes espessantes usados em cosméticos ou produtos de higiene pessoal incluem líquidos viscosos tais como polietilenoglicol, polímeros sintéticos tais como Carbopol (uma marca registrada para ácido poliacrílico) e gomas vegetais.

Alguns agentes espessantes também podem funcionar como estabilizantes quando são usados para manter a estabilidade de uma emulsão. Alguns emollientes, tais como um vaselina e várias ceras podem também funcionar como agentes espessantes numa emulsão.

Espessantes para pintura e impressão.

Um dos principais usos de espessantes é na indústria de tintas e impressão, as quais dependem pesadamente sobre modificadores de reologia, para evitar que os pigmentos assentem no fundo dos recipientes, rendendo resultados inconsistentes.

Fórmulas baseadas em água seria quase impossível com a exceção da tinta nanquim e os outros poucos pigmentos solúveis em água, mas estes teriam muito pouca cobertura e na melhor das hipóteses manchariam a madeira ligeiramente.

Todas as tintas e modernas terão alguns pigmentos adicionados na fábrica para propiciar opacidade e para controlar a especularidade do acabamento, de fosco a alto brilho, dependendo do espessante usado, mas mais sobre o tamanho das partículas adicionadas como modificador de opacidade.

Um micrômetro (μm) de tamanho de partícula e abaixo será o limite de alto brilho, provavelmente confinado a revestimentos automotivos de luxo, e acima de 100 µm de dimensão dos particulados irá produzir uma superfície acidentada na escala microscópica, a qual dispersa a luz e faz com que a superfície pareça fosqueada.

Modificadores de reologia de uso comum:

Poliuretanos, polímeros acrílicos, látex, estireno/butadieno,
PVA - álcool polivinílico, não acetato de polivinilo, o qual é usado em adesivos tais como cola para madeira. Monômeros de PVA são dispersos na tinta líquida em uma fase inicial da mistura, uma vez que não afeta a reologia, a menos que o pH seja baixo. O ácido bórico é geralmente utilizado para iniciar a polimerização após o pigmento ser adicionado (o pigmento na fase de "moagem") e dispersado, a mistura é tornada mais espessa com agitação para manter a consistência homogénea.

Muitas vezes esta fase é problemática uma vez que o ar é arrastado por todos menos os rotores de corte inferiores, que são inadequados para esse fim. Assim aditivos anti-espumantes são utilizados para controlar as bolhas de ar, que continuam a ser uma vantagem durante a aplicação da tinta.

A entrada de ar durante a mistura não é exclusiva do PVA—na verdade, dificilmente existe uma fórmula para a tinta que não requer, pelo menos, algum cuidado na mistura.
Argilas - atapulgita que também dispersa suspensões, bentonita (floculantes e não floculantes), e outras argilas montmorillonita. Normalmente as argilas, quando secas, existem como um pó muito fino, facilitando a dispersão e compatibilidade com outros ingredientes. As argilas geralmente produzem superfícies foscas, apesar da sua natureza de partículas finas.

Não só tintas, mas outras indústrias, como a farmacêutica, a de construção e a de cosméticos, especialmente auxiliares de tratamento de cabelo e máscaras faciais detoxificantes cada vez mais usam argilas bentonitas e attapulgitas sobre outros modificadores de reologia, auxiliares de dispersão, cargas opacificantes, anti-espuma e numerosos nichos de uso que exploraram as inúmeras qualidades inerentes que atraíram artesãos para este material surpreendente.

As argilas são de origem sustentável e não envolvem qualquer dano ambiental notório, que estavam entre os materiais a granel mais baratos até recentemente, quando o preço subiu de forma constante, após o aumento do seu padrão de uso.

Celulósicos - CMC, HMC (hydroxymethyl celulose), HPMC e outras, todos são macromoléculas de celulose quimicamente substituídas. Os grupos hidroxila são aqueles que são substituídos por outros grupos funcionais, tais como metóxi ou propila.

A quantidade (taxa) de substituição e o peso molecular determinam a viscosidade da solução, assumindo que a concentração permaneça a mesma; adicionando mais substituições, também aumenta a viscosidade.

Sulfonatos - Sais de sódio ou cálcio, boa retenção de água, versáteis e altamente eficientes.

Gomas - Guar, xantana, celulose, alfarroba e acácia são os principais.
Sacarídeos - carragenano, pullulano, konjac e alginato, às vezes chamados hidrocolóides, são espessantes extremamente versáteis e específicos em função—cada um tem uma série de graus ou tipos que se comportam de forma diferente, por exemplo kapa carragenano formará géis fortes (ativado por potássio) mas iota carragenano não formará géis e só espessará as misturas onde é adicionado.
Proteínas - Caseína, colágeno,[3] e algumas vezes albumina.
Óleo de rícino modificado - muito semelhante à celulose, o óleo de rícino tem grupos hidroxilo, ao contrário de outros óleos que têm no máximo ligações duplas, que o óleo de rícino também tem, mas a maioria de substituições ocorrem nas porções hidroxilo, permitindo derivados exóticos com miríades de propriedades.

Os avanços mais recentes em modificadores de reologia foram nesta categoria. A empresa BASF possui uma nova linha baseada em derivados de óleo de rícino, por exemplo.
Organosilicones - Resinas de silicone, dimeticones, e silicones modificados simplificam a formulação um pouco, uma apropriação de aplicações em cosméticos.

Todos os modificadores de reologia acima são usados em taxas na faixa de 0,2% a 2,0%.

Petroquímica            .

Em petroquímica, agentes gelificantes, também chamados solidificadores, são substâncias químicas capazes de reagir com derrames de petróleo bruto e derivados e formam sólidos similares à borracha.

O óleo coagulado gelificado pode então ser removido da superfície da água por raspagem, dispositivos de sucção ou redes. O mar calmo ou apenas moderadamente agitado é necessário.




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